Todos os horários estão no horário da Europa central (Madri), o mesmo do horóscopo do dia — no Brasil, tire cinco horas. O desenho de cada fase é o que se vê do hemisfério norte; do sul vê-se igual, mas invertido.
A Lua pelos signos
A Lua muda de signo a cada dois dias e meio. Estas são as entradas deste mês:
Lua em Capricórnioentra no dia 2 às 03:46
Lua em Aquárioentra no dia 4 às 12:32
Lua em Peixesentra no dia 6 às 17:54
Lua em Áriesentra no dia 8 às 20:38
Lua em Touroentra no dia 10 às 22:04
Lua em Gêmeosentra no dia 12 às 23:40
Lua em Câncerentra no dia 15 às 02:32
Lua em Leãoentra no dia 17 às 07:21
Lua em Virgementra no dia 19 às 14:23
Lua em Libraentra no dia 21 às 23:41
Lua em Escorpiãoentra no dia 24 às 11:01
Lua em Sagitárioentra no dia 26 às 23:38
Lua em Capricórnioentra no dia 29 às 11:56
As oito fases, uma a uma
Lua nova
A Lua nasce e se põe junto com o Sol, por isso não dá para vê-la: a face iluminada está virada para o outro lado. É o instante em que começa a lunação, o mês lunar.
O que se faz: É a fase do que começa. Serve para plantar intenções, semear, assinar começos e fazer a pergunta que ainda não tem resposta.
Lua crescente côncava
O primeiro fio de luz, fininho feito unha, aparece no fim da tarde a oeste e se põe pouco depois do Sol.
O que se faz: Hora dos primeiros passos: dar entrada no pedido, fazer a ligação, plantar o que precisa crescer. Ainda dá para corrigir o rumo.
Quarto crescente
Meia Lua exata, iluminada do lado direito no hemisfério norte. Nasce ao meio-dia e se põe à meia-noite.
O que se faz: A fase do impulso e da decisão. Tira-se o que atrapalha, pede-se o que se precisa e segura-se o que já começou, mesmo que custe.
Lua gibosa crescente
Quase cheia e maior a cada noite, já ilumina boa parte da madrugada.
O que se faz: Tempo de ajustar e arrematar: revisar, polir, ensaiar. O que está no fogo pede os últimos temperos antes de ser servido.
Lua cheia
A Lua fica oposta ao Sol: nasce quando ele se põe e ilumina a noite inteira. É a fase mais curta de ver e a que todo mundo reconhece.
O que se faz: Fase de plenitude e de clareza: comemora-se, fecha-se, enxerga-se o que estava escondido. Também é a noite das emoções transbordando, então melhor olhar antes de falar.
Lua gibosa minguante
Começa a faltar luz na borda e ela nasce cada noite mais tarde.
O que se faz: Hora de repartir e agradecer o que foi colhido, e de contar o que se aprendeu. A energia se volta para dentro.
Quarto minguante
Meia Lua de novo, agora iluminada do lado contrário. Nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.
O que se faz: A fase de soltar: cortar o mal pela raiz, perdoar, arrumar armários e contas, deixar ir o que não leva mais a lugar nenhum.
Lua minguante côncava
O último fio antes do silêncio, visível de madrugada a leste. Também chamam de lua balsâmica.
O que se faz: Dias de descanso, de sonhos compridos e de não começar nada. Recolhe-se, limpa-se e espera-se a lua nova.
As luas cheias de 2025
Lua do Lobo13 de janeiro às 23:26
Lua da Neve12 de fevereiro às 14:53
Lua da Minhoca14 de março às 07:54
Lua Rosa13 de abril às 02:22
Lua das Flores12 de maio às 18:55
Lua do Morango11 de junho às 09:43
Lua do Cervo10 de julho às 22:36
Lua do Esturjão9 de agosto às 09:54
Lua da Colheita7 de setembro às 20:08
Lua do Caçador7 de outubro às 05:47
Lua do Castor5 de novembro às 14:19
Lua Fria5 de dezembro às 00:14
As fases são calculadas com os algoritmos de Jean Meeus, os mesmos dos almanaques astronômicos: o minuto que aparece é o instante exato, não uma estimativa.
A Lua foi o primeiro relógio. Antes de existirem semanas, meses ou ampulhetas, contava-se o tempo pelo que se via no céu: uma lunação inteira —de lua nova a lua nova— dura 29 dias, 12 horas e 44 minutos, e é daí que vêm os nossos meses, a palavra inclusive. Este calendário é a versão de bolso daquele relógio antigo.
Em cima está a Lua de hoje desenhada como ela está de verdade: com a porcentagem de luz, os dias que esta lunação já tem e o signo do zodíaco por onde ela passa. Embaixo, o mês inteiro dia a dia, as quatro fases com o horário exato e as entradas da Lua em cada signo. Dá para passear pelos meses com as setas: para a frente, quando você quer preparar alguma coisa; para trás, quando quer entender por que aquela noite foi do jeito que foi.
As fases não são enfeite: são geometria. A Lua não muda de forma, muda o ângulo de onde a olhamos enquanto ela dá a volta na Terra. Quando ela fica entre nós e o Sol, não a vemos —lua nova—; quando é a Terra que fica no meio, vemos ela inteira —lua cheia—. Todo o resto são as posições intermediárias, e é por isso que o fio de luz cresce pela direita e mingua pela esquerda, visto do hemisfério norte.
Sobre para que «serve» cada fase, a tradição é unânime no essencial: a Lua que cresce acompanha o que começa e o que precisa aumentar; a que mingua acompanha o que se fecha, se corta e se solta. Por isso se semeava na crescente e se podava na minguante, e por isso ainda tem gente que corta o cabelo olhando o calendário. Encare como um ritmo para se organizar, não como uma lei: a Lua marca o compasso, a música é você quem faz.