Todos os horários estão no horário da Europa central (Madri), o mesmo do horóscopo do dia — no Brasil, tire cinco horas. O desenho de cada fase é o que se vê do hemisfério norte; do sul vê-se igual, mas invertido.
A Lua pelos signos
A Lua muda de signo a cada dois dias e meio. Estas são as entradas deste mês:
Lua em Peixesentra no dia 3 às 09:25
Lua em Áriesentra no dia 5 às 18:49
Lua em Touroentra no dia 8 às 01:12
Lua em Gêmeosentra no dia 10 às 05:22
Lua em Câncerentra no dia 12 às 08:31
Lua em Leãoentra no dia 14 às 11:31
Lua em Virgementra no dia 16 às 14:41
Lua em Libraentra no dia 18 às 18:24
Lua em Escorpiãoentra no dia 20 às 23:23
Lua em Sagitárioentra no dia 23 às 06:40
Lua em Capricórnioentra no dia 25 às 16:53
Lua em Aquárioentra no dia 28 às 05:24
Lua em Peixesentra no dia 30 às 17:53
As oito fases, uma a uma
Lua nova
A Lua nasce e se põe junto com o Sol, por isso não dá para vê-la: a face iluminada está virada para o outro lado. É o instante em que começa a lunação, o mês lunar.
O que se faz: É a fase do que começa. Serve para plantar intenções, semear, assinar começos e fazer a pergunta que ainda não tem resposta.
Lua crescente côncava
O primeiro fio de luz, fininho feito unha, aparece no fim da tarde a oeste e se põe pouco depois do Sol.
O que se faz: Hora dos primeiros passos: dar entrada no pedido, fazer a ligação, plantar o que precisa crescer. Ainda dá para corrigir o rumo.
Quarto crescente
Meia Lua exata, iluminada do lado direito no hemisfério norte. Nasce ao meio-dia e se põe à meia-noite.
O que se faz: A fase do impulso e da decisão. Tira-se o que atrapalha, pede-se o que se precisa e segura-se o que já começou, mesmo que custe.
Lua gibosa crescente
Quase cheia e maior a cada noite, já ilumina boa parte da madrugada.
O que se faz: Tempo de ajustar e arrematar: revisar, polir, ensaiar. O que está no fogo pede os últimos temperos antes de ser servido.
Lua cheia
A Lua fica oposta ao Sol: nasce quando ele se põe e ilumina a noite inteira. É a fase mais curta de ver e a que todo mundo reconhece.
O que se faz: Fase de plenitude e de clareza: comemora-se, fecha-se, enxerga-se o que estava escondido. Também é a noite das emoções transbordando, então melhor olhar antes de falar.
Lua gibosa minguante
Começa a faltar luz na borda e ela nasce cada noite mais tarde.
O que se faz: Hora de repartir e agradecer o que foi colhido, e de contar o que se aprendeu. A energia se volta para dentro.
Quarto minguante
Meia Lua de novo, agora iluminada do lado contrário. Nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.
O que se faz: A fase de soltar: cortar o mal pela raiz, perdoar, arrumar armários e contas, deixar ir o que não leva mais a lugar nenhum.
Lua minguante côncava
O último fio antes do silêncio, visível de madrugada a leste. Também chamam de lua balsâmica.
O que se faz: Dias de descanso, de sonhos compridos e de não começar nada. Recolhe-se, limpa-se e espera-se a lua nova.
As luas cheias de 2027
Lua do Lobo22 de janeiro às 13:17
Lua da Neve21 de fevereiro às 00:23
Lua da Minhoca22 de março às 11:43
Lua Rosa21 de abril às 00:27
Lua das Flores20 de maio às 12:58
Lua do Morango19 de junho às 02:44
Lua do Cervo18 de julho às 17:44
Lua do Esturjão17 de agosto às 09:28
Lua da Colheita16 de setembro às 01:03
Lua do Caçador15 de outubro às 15:46
Lua do Castor14 de novembro às 04:25
Lua Fria13 de dezembro às 17:08
As fases são calculadas com os algoritmos de Jean Meeus, os mesmos dos almanaques astronômicos: o minuto que aparece é o instante exato, não uma estimativa.
A Lua foi o primeiro relógio. Antes de existirem semanas, meses ou ampulhetas, contava-se o tempo pelo que se via no céu: uma lunação inteira —de lua nova a lua nova— dura 29 dias, 12 horas e 44 minutos, e é daí que vêm os nossos meses, a palavra inclusive. Este calendário é a versão de bolso daquele relógio antigo.
Em cima está a Lua de hoje desenhada como ela está de verdade: com a porcentagem de luz, os dias que esta lunação já tem e o signo do zodíaco por onde ela passa. Embaixo, o mês inteiro dia a dia, as quatro fases com o horário exato e as entradas da Lua em cada signo. Dá para passear pelos meses com as setas: para a frente, quando você quer preparar alguma coisa; para trás, quando quer entender por que aquela noite foi do jeito que foi.
As fases não são enfeite: são geometria. A Lua não muda de forma, muda o ângulo de onde a olhamos enquanto ela dá a volta na Terra. Quando ela fica entre nós e o Sol, não a vemos —lua nova—; quando é a Terra que fica no meio, vemos ela inteira —lua cheia—. Todo o resto são as posições intermediárias, e é por isso que o fio de luz cresce pela direita e mingua pela esquerda, visto do hemisfério norte.
Sobre para que «serve» cada fase, a tradição é unânime no essencial: a Lua que cresce acompanha o que começa e o que precisa aumentar; a que mingua acompanha o que se fecha, se corta e se solta. Por isso se semeava na crescente e se podava na minguante, e por isso ainda tem gente que corta o cabelo olhando o calendário. Encare como um ritmo para se organizar, não como uma lei: a Lua marca o compasso, a música é você quem faz.